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Castelo de Sines — Museu de Sines e Casa de Vasco da Gama

Largo do Castelo

Castelo de Sines — Museu de Sines e Casa de Vasco da Gama
O Castelo de Sines é uma fortaleza medieval construída sobre um ponto da falésia com sucessivas ocupações desde o Paleolítico, de grande utilidade defensiva e, hoje, um dos melhores miradouros para a baía.

No século XIV, o pequeno povoado burguês de Sines reivindica junto do rei Dom Pedro I a autonomia administrativa em relação a Santiago do Cacém. O monarca, interessado na importância estratégica da terra na proteção desta zona de costa em relação aos corsários, concede foral a Sines. Mas com uma condição: a construção de uma cerca defensiva.

O castelo é construído durante a primeira metade do século XV. A sua área é relativamente pequena, meio hectare, o que pode justificar-se pelo facto de na altura em que o castelo é construído a povoação ocupar já uma área demasiado grande para ser totalmente cercada.

O mais famoso dos alcaides de Sines foi Estêvão da Gama, pai de Vasco da Gama, que fez obras na fortaleza. Admitindo que Estêvão já ocupava esse posto em 1469, ano provável de nascimento do navegador, este deve ser o local de nascimento de Vasco da Gama.

O castelo foi objeto de obras de restauro, completadas em novembro de 2008, em simultâneo com a inauguração do núcleo sede do Museu de Sines e Casa de Vasco da Gama .

É Monumento de Interesse Público desde 1933 (decreto n.º 22737 de 24 de junho).

Local apontado por alguns historiadores como berço e morada de Vasco da Gama, a Torre de Menagem do Castelo de Sines recebe um centro de evocação da vida e das viagens do navegador e dos Descobrimentos portugueses.

Dada a escassez de objetos que pudessem ser reunidos num trabalho mais tradicional para esse efeito, a evocação é baseada numa instalação multimédia.

No espaço da Torre de Menagem é recriada, através das novas tecnologias, a biografia de Vasco da Gama, os espaços onde habitou no Castelo e as suas viagens e encontros pioneiros com povos e culturas desde a costa de África à Índia e à Ásia, com enfoque no que estas trocas comerciais, culturais e mentais tiveram na criação do mundo moderno e do universalismo.

Ao serviço das escolas de Sines e de todo o país, turistas e visitantes em geral, a instalação apresenta um caráter interativo que torna estimulante a visita, pois o utilizador pode escolher o que quer explorar em cada fase do percurso. Tem também um caráter inclusivo, dado que está preparada para todos os níveis etários e para visitantes cegos e surdos.

O Museu de Sines tem desde 12 de julho de 2021 uma nova valência, uma Casa-Forte onde são expostos os seus mais valiosos tesouros.

Na Casa-Forte, localizada no rés-do-chão do Museu de Sines, pode agora ser visitado o Tesouro do Gaio, tesouro do séc. VII a. C., de origem fenícia, testemunho dos contactos comerciais e das influências do Mediterrâneo Oriental na Península Ibérica, classificado pelo Ministério da Cultura como de interesse público.

Outro destaque da Casa-Forte é a coleção de numismática proveniente do legado de José Miguel da Costa, fundador do Museu. Uma das mais ricas do País, esta coleção resulta de um esforço colecionista que se enquadra na grande tradição europeia, que via nas moedas uma das mais importantes fontes para conhecimento da história e da arte do passado.

A Casa-Forte acolhe também o “Tesouro do Africano”, descoberto em Sines em 2012, composto por moedas de prata, algumas das quais cunhadas na América, surgidas na necrópole da igreja de São Salvador, associadas ao esqueleto de um possível corsário africano.

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